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MUNDO CRISTÃO

Atriz demitida por defender visão bíblica sobre homossexualidade move processo por discriminação religiosa

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Atriz demitida por defender visão bíblica sobre homossexualidade move processo por discriminação religiosa

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Uma atriz cristã que foi demitida de um espetáculo por manifestar sua visão embasada na Bíblia sobre a homossexualidade decidiu processar os produtores da peça de teatro por discriminação religiosa.

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Como atriz em ascensão, Seyi Omooba, filha de um pastor, ficou muito feliz ao receber o papel principal na peça de teatro The Color Purple, uma adaptação do livro escrito por Alice Walker. No entanto, apenas um dia após ter sido anunciada para o espetáculo, um ator resgatou um post de cinco anos atrás no Facebook, em que ela falava sobre a visão bíblica em relação à homossexualidade.

Agora, seis meses depois de ter sido demitida como se fosse “homofóbica”, e com sua carreira em ruínas, a jovem de 25 anos moveu um processo por se considerar vítima de discriminação religiosa.

Recentemente, numa entrevista ao Daily Mail, ela revelou que não tem sido sequer convidada para testes: “Estou com o coração partido. Se não consigo voltar ao palco, sinto que não faz sentido. É a única coisa que eu sempre quis desde que era jovem”, lamentou.

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Depois de treinar na prestigiosa Academia de Artes de Teatro Mountview, a atriz nascida em Londres rapidamente encontrou peças em renomados teatros da capital inglesa. Em 2017, ela roubou a cena em uma produção de concerto de gala da versão musical de The Color Purple no Cadogan Hall em Londres, com um crítico descrevendo sua voz como “muito boa”.

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Em março deste ano, ela fez um teste para uma produção do musical a ser encenada em Birmingham e Leicester e ficou extasiada ao receber o papel de Celie, a personagem central do espetáculo, que foi interpretada por Whoopi Goldberg no filme A Cor Púrpura, de 1985.

Mas no dia seguinte à sua escolha para o papel, ela recebeu um tweet com uma captura de tela de sua postagem no Facebook em setembro de 2014, quando numa discussão sobre homossexualidade, ela escreveu: “É claramente evidente em 1 Coríntios 6: 9-11 o que a Bíblia diz sobre esse assunto. Não acredito que você possa nascer gay e não acredito que a homossexualidade esteja certa”.

O autor da “denúncia” foi Aaron Lee Lambert, um colega de profissão dela que está em cartaz em outro teatro. Ele se opôs particularmente às opiniões dela porque a personagem Celie é vista por alguns leitores do livro como sendo homossexual.

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Ele perguntou em seu tweet: “Você ainda mantém este post? Ou você está feliz em permanecer hipócrita? Vendo que agora você foi anunciada como intérprete de um personagem LGBTQ, acho que você deve uma explicação aos seus pares LGBTQ. Imediatamente”.

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Na manhã seguinte, seu agente ligou com instruções. “Disseram-me para não falar com a mídia e manter a cabeça baixa”, lembra ela. “Mais tarde, fui convidada pelo teatro e pela minha agência a não apenas retirar meu post, mas pedir desculpas pelo que dizia”.

“Eu realmente queria o papel, mas o que eles queriam que eu fizesse era completamente contra a minha fé. Não queria mentir apenas para manter um emprego”, acrescentou a atriz.

Ela foi retirada do papel principal e largada por seus agentes. Desde então, ela entrou em contato com seis agentes que estavam ansiosos para contratá-la anteriormente, mas apenas um respondeu, descrevendo-a como “talentosa, mas equivocada” e com lavagem cerebral por sua fé.

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Agora, ela instruiu os advogados a mover um processo por quebra de contrato contra o Curve Theatre em Leicester e seus ex-agentes. O caso reacende a controvérsia em torno da liberdade religiosa dos cristãos, para poderem expressar publicamente ou manter pontos de vista baseados na Bíblia.

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Ele segue a decisão histórica de maio deste ano em que a Corte de Apelações decidiu que um universitário tinha direito de expressar sua fé cristã, depois que ele foi forçado a sair da universidade por causa de seus pontos de vista.

Seyi Omooba reafirmou que não é homofóbica: “Acabei de citar o que a Bíblia diz sobre homossexualidade, necessidade de arrependimento, mas enfim o amor de Deus por toda a humanidade. Eu mantenho o que escrevi, mas, se soubesse que teria chegado a isso, teria definido minha conta no modo de privacidade”.

Seu pai, pastor Ade Omooba, é cofundador do Christian Concern, um grupo evangélico que apóia os direitos dos cristãos. A atriz cresceu no leste de Londres como frequentadora regular de igrejas, aprimorando seu talento no coral, e disse que muitos ex-colegas de profissão enviaram mensagens de apoio.

“Eu tenho apoio de atores com quem trabalhei, incluindo aqueles em relacionamentos do mesmo sexo, que dizem que, embora não concordem com meus pontos de vista, sabem que não sou odiosa ou maliciosa”, contou.

Seyi Omooba está determinada a lutar pelo direito de expressar suas opiniões religiosas: “Quero garantir que nenhum outro cristão tenha que passar por algo assim”, disse ela, que está recebendo apoio da organização Christian Legal Center, dirigida por Andrea Williams.

“Esta história envia uma mensagem assustadora de que se você expressar pontos de vista bíblicos convencionais, será punido e perderá sua carreira se não renunciar imediatamente às suas crenças. Isso não pode ser contestado e estamos determinados a lutar por justiça neste caso”, afirmou Andrea.

O escritório dos ex-agentes da atriz se recusou a comentar a decisão que Seyi tomou de processá-los, enquanto o teatro afirmou que mantinha uma declaração feita anteriormente, em que dizia que “os comentários feitos por Seyi causaram preocupações significativas e amplamente expressas tanto nas mídias sociais quanto na imprensa em geral. Após cuidadosa reflexão, foi decidido que Seyi não estará mais envolvida com a produção”.

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