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Rebeldes étnicos que fecharam igrejas em Mianmar autorizam cristãos a voltarem a cultuar

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Rebeldes étnicos que fecharam igrejas em Mianmar autorizam cristãos a voltarem a cultuar

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Um grupo paramilitar de inspiração comunista que forçou o fechamento de mais de 100 igrejas em Mianmar recuou em parte de sua ofensiva e permitiu a reabertura de 51 congregações ligadas à Igreja Batista no país.

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O grupo, referido na imprensa internacional como “rebelde étnico”, se identifica como Exército Estadual Unido de Wa (UWSA, na sigla em inglês) e é o maior grupo étnico armado de Mianmar (antiga Birmânia), com aproximadamente 30 mil soldados e afinidades com a política chinesa, comunista.

Agora, de acordo com informações do portal Christian Headlines, o UWSA anunciou que permitiu a reabertura das 51 igrejas, situadas na região norte do estado de Shan. Durante o período de 14 meses de cerceamento do direito ao culto, o grupo paramilitar investigou as atividades das referidas congregações.

A liderança do grupo rebelde acrescentou que o processo de revisão ainda está em andamento para as demais igrejas. Parte das congregações tiveram danos materiais, e pelo menos dez delas tiveram os edifícios usados como templo destruídos. Essa ofensiva, em setembro de 2018, resultou também na prisão de mais de 200 cristãos, que foram liberados posteriormente.

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“Estamos investigando o resto das igrejas. Fechamos as igrejas porque algumas pessoas que trabalham nesses locais eram extremistas”, disse Nyi Rang, um redelde do alto escalão da UWSA na cidade de Lashio, norte do estado de Shan. “Em alguns lugares, havia algumas casas. Mas havia muitas igrejas. Isto criou desunião com as comunidades étnicas locais”, acrescentou Rang.

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A acusação de extremismo, no entanto, é rebatida pela Convenção Batista de Lahu. O secretário-geral da entidade, identificado apenas como reverendo Lázaro, afirmou que a denominação não promove nenhum tipo de manifestação dessa natureza.

“Não acho que as igrejas e nossas atividades religiosas criem divisão e problemas, porque temos igrejas pertencentes à etnia Wa, Kachin, Lahu, Ahkar e Lisu”, disse Lázaro ao portal Morning Star News. “Pode haver outras razões para fechar as igrejas”, afirmou, indicando que a motivação pode ser os ideais comunistas.

As igrejas reabertas ficam nos municípios de Panghsang, Hopang, Kho Pang e Namphan. A maioria da população da região de Wa, na fronteira com a China – onde a UWSA atua – adora espíritos, chamados Nats. Muitas etnias, como os Lahu, Ahkar, Kachin, Lisu e alguns Wa, são cristãos, e também há uma minoria budista na área, o que torna o contexto social e político extremamente volátil e suscetível a conflitos.

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